Da solidão à minha volta,
Rostos nem sempre afáveis,
Situações por vezes delicadas,
E eu a contornar cada pedra.
Mas tenho no meu caminho ,
Gente que é gente,
Que traz para meu coração,
A sensação desejada.
Nada é constante,
Muito menos o dia a dia,
Das horas monótonas,
Dos dias vazios.
Contudo o coração cheio,
Emoções que dele depreendem,
A me consolar, a me envolver,
Numa certeza única e central.
Meu coração que tem hóspede,
Divino e amoroso
Que traz aos meus temores,
O alento que preciso.
E são instrumentos de Deus,
Vozes muito amadas,
Corações que nunca tiveram,
Longe de minha existência.