Vânia Moreira Diniz recebe prêmio Personalidade de Barsília:
Leia a notícia completa:
Personalidade de Brasília Vânia Moreira Diniz
Escrevemos juntas porque nos amamos, porque gostamos de visitar o antigo espaço de nossa infância, porque participamos dos mesmos anseios. As pessoas dirão: como os mesmos anseios? Temos como resposta, que a irmandade nos trouxe isto: os sonhos se misturam, as saudades são comuns. Finalmente queremos dividir tudo isto com nossos mais caros amigos.Espero que gostem. Deixem comentários. Com carinho. Cristina e Vânia.
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quarta-feira, 20 de abril de 2011
terça-feira, 22 de março de 2011
domingo, 20 de março de 2011
quarta-feira, 16 de março de 2011
Academia de Letras do Brasil Seccional DF: Blog do Portal Vânia Diniz: Dia Internacional da ...
Dia Internacional da mulher
A Escritora Vânia Diniz homenageia a mulher no Dia Internacional da Mulher
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Blog do Portal Vânia Diniz: Melancólico Encerramento Por Vânia Moreira Diniz
Melancólico Encerramento Por Vânia Moreira Diniz
Biblioteca em Farmácia é impedida de continuar seu serviço a comunidade.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Dias Felizes - Pelo aniversário da minha mãe in memoriam
Vânia Moreira Diniz
Dias felizes que lá se vão
a vida inteira comemorando,
data de amor e congraçamento
aniversário de minha mãe,
hoje desejo festejar com saudade.
Agradecer o tempo de convivência,
As horas céleres que se esvaíram,
Os ensinamentos que pude adquirir,
todos juntos,unidos numa só melodia,
e a certeza do amanhecer permanente.
Esse dia me relembra tantos anos,
que ininterruptamente estivemos juntos,
minha mãe, com seu olhar persuasivo,
Parecia até que seríamos eternos,
num mesmo momento inesquecível.
Quero desejar feliz aniversário, mãe,
entre a luz intensa que te cerca,
Encontrar nesse instante de mistério,
o enternecimento que vivi sem perceber,
e agradecer os anos que passei contigo.
Meu amor será eterno e marcado
pela vida que me deste sorrindo
entre lágrimas, paciência e ternura,
Um dia vou te encontrar aí bem perto,
E realizaremos a festa que te devo.
Vânia Moreira Diniz
Vânia Moreira Diniz
15-12-2010
domingo, 28 de novembro de 2010
Noites de dezembro
Minha homenagem emocionada à terra que foi meu berço e minha vida e me viu crescer.
Vânia Moreira Diniz
Vânia Moreira Diniz
Noites quentes de dezembro,
Na minha querida terra Natal,
Naqueles tempos eu lembro,
Da adolescência sempre fatal.
O Rio regurgitava de gente,
Na Avenida Copacabana,atraente
Íamos à noite comprar presentes
E lanchar todos juntos, contentes.
A lanchonete por nós preferida,
Tão especial era “Cirandinha”,
Nem pensávamos direito na vida,
E ao redor o barulho da rua vinha.
A nossos pais não poupávamos,
Brincando e brigando com prazer,
Nunca nessas horas nos livrávamos
De ouvir conselhos sem querer.
Conceitos, valores ou opiniões,
Podíamos emitir naquelas noites,
Já perto do natal e em tais reuniões,
E queriam todos torná-las freqüentes.
Períodos especiais de fim de ano,
Festejado por meu pai e aprovados
Pela meninada com entusiasmo insano,
Todos ali sem reserva reunidos.
Era a maneira muito eficaz e agradável.
De congraçar adolescentes e adultos,
Fazendo do lazer algo feliz e saudável
E das lembranças claros e nítidos vultos.
Não esqueço os alegres e gentis bate-papos,
Onde tudo era válido,coerente e interessante,
Os anseios das crianças traduzidos em papos,
O alegre pessoal ao redor sumamente galante.
Todos falavam eram ouvidos com atenção,
Emoções individuais sempre respeitadas,
As risadas não tiravam nenhuma concentração
Das palavras que deviam ser consideradas.
Vânia Moreira Diniz
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Ah, Setembro! -Vânia Moreira Diniz
Setembro lembra flores e natureza, primavera. Recorda que ainda existe beleza apesar de tantos acontecimentos tristes que o mundo nos oferece em atos de maldade e violência e que os jornais apresentam em suas edições que são desfiles de dores que assolam o mundo. E quanto mais a mídia se esmera nas cenas pungentes do dia a dia, demonstrando quase que é lamentoso viver, mais as pessoas se deprimem e se escondem em um mar de medo e agonia.
Setembro fascina por sua beleza e brilho. E admiramos o espetáculo maravilhoso da natureza que se aprimora sempre em suas manifestações.
Queremos viver esse mês especial cheio de riqueza em suas potencialidades magníficas e que costumamos brindar com a poesia e ternura da primavera onipotente.
Ela existe apesar dos lamentos, da exposição de misérias, da desesperança que lançam a cada passo, da descrição de doenças cada vez mais tristes e que em contraposição recebem o reflexo da negatividade natural de um povo sofrido.
Respondemos então com a fé num horizonte que não foi insinuado. Horizonte que vislumbram apesar da exploração contínua de sofrimentos de toda a espécie.
Desejamos “sentir” Setembro, não só apreciarmos e desfrutarmos, porém viver da essência de seus dias coloridos e perfumados, do alento dos sonhos sugeridos e antevistos pela imaginação fecunda que os meses da estação das flores nos deixam entrever encantados.
A primavera está chegando devagarzinho e faceira trazendo os anos que se foram rápidos em constante nostalgia, os atuais que nos mostram a magia da vida presente com sua objetividade compensadora e atraente, em sensações acolhedoras e gentis. E o futuro que contemplamos muito longe com olhos na imaginação fascinante de fantasias desfiladas.
Setembro vem chegando faceira e dominadora, altiva e suave, esperançosa e titubeante carregando devagar e mansamente outra parte do ano que se esvai premente de deliberações importantes e procurando no aroma ambiental sua maior certeza de alegrias e prazeres.
Que setembro conduza não só à simpatia que expande, à primavera que enfeita e embeleza, às promessas de sonhos inebriantes, à suavidade da tepidez climática, mas transporte esperanças e maiores conquistas de valores reais, menos sofrimentos e a certeza de confiança nesse futuro que apesar de tudo transborda de pensamentos positivos.
Setembro aparece já com cores e vida, aroma requintado, sol quente nas manhãs luminosas a nos pedir que lhe dê um crédito de extrema confiança aprendendo a sorrir e a acreditar nesse mês especialmente gentil de expectativas e vida.
Queremos paz nessa guerra de nervos e de fatos contundentes que nossos olhos vêem extremamente cansados de presenças tão constrangedoras. Ansiamos pela paz no enunciado de desgraças e de desesperanças, de dor e doenças, de decepções e mesquinharias inúteis. Desejamos paz nesse mês de setembro tão cheio de poesia, circundado pelo arco íris de cores vibrantes e esperançosas.
Vânia Moreira Diniz
Setembro fascina por sua beleza e brilho. E admiramos o espetáculo maravilhoso da natureza que se aprimora sempre em suas manifestações.
Queremos viver esse mês especial cheio de riqueza em suas potencialidades magníficas e que costumamos brindar com a poesia e ternura da primavera onipotente.
Ela existe apesar dos lamentos, da exposição de misérias, da desesperança que lançam a cada passo, da descrição de doenças cada vez mais tristes e que em contraposição recebem o reflexo da negatividade natural de um povo sofrido.
Respondemos então com a fé num horizonte que não foi insinuado. Horizonte que vislumbram apesar da exploração contínua de sofrimentos de toda a espécie.
Desejamos “sentir” Setembro, não só apreciarmos e desfrutarmos, porém viver da essência de seus dias coloridos e perfumados, do alento dos sonhos sugeridos e antevistos pela imaginação fecunda que os meses da estação das flores nos deixam entrever encantados.
A primavera está chegando devagarzinho e faceira trazendo os anos que se foram rápidos em constante nostalgia, os atuais que nos mostram a magia da vida presente com sua objetividade compensadora e atraente, em sensações acolhedoras e gentis. E o futuro que contemplamos muito longe com olhos na imaginação fascinante de fantasias desfiladas.
Setembro vem chegando faceira e dominadora, altiva e suave, esperançosa e titubeante carregando devagar e mansamente outra parte do ano que se esvai premente de deliberações importantes e procurando no aroma ambiental sua maior certeza de alegrias e prazeres.
Que setembro conduza não só à simpatia que expande, à primavera que enfeita e embeleza, às promessas de sonhos inebriantes, à suavidade da tepidez climática, mas transporte esperanças e maiores conquistas de valores reais, menos sofrimentos e a certeza de confiança nesse futuro que apesar de tudo transborda de pensamentos positivos.
Setembro aparece já com cores e vida, aroma requintado, sol quente nas manhãs luminosas a nos pedir que lhe dê um crédito de extrema confiança aprendendo a sorrir e a acreditar nesse mês especialmente gentil de expectativas e vida.
Queremos paz nessa guerra de nervos e de fatos contundentes que nossos olhos vêem extremamente cansados de presenças tão constrangedoras. Ansiamos pela paz no enunciado de desgraças e de desesperanças, de dor e doenças, de decepções e mesquinharias inúteis. Desejamos paz nesse mês de setembro tão cheio de poesia, circundado pelo arco íris de cores vibrantes e esperançosas.
Vânia Moreira Diniz
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
O Viver - Vânia Moreira Diniz
Sei agora mais do que nunca o quanto a vida é importante.Ela se desfaz num momento qualquer como se fôssemos um brinquedo ou incitados por um prestidigitador.Precisamos fazer tudo “hoje e agora” porque realmente não sabemos o que vem “depois e amanhã”
Muitas vezes quis transmitir alguma frase, opinião, comentário ou dizer simplesmente que amava a uma pessoa querida e quando me resolvia ela já tinha ido embora, a despeito de ser jovem, forte, cheia de boas intenções e alegria, mas o mágico Senhor o impulsionara. Por isso quando falo e principalmente escrevo, vou declarando, colocando minhas frases em torrentes de sinceridade, confessando o que se passa, o que quero dizer e que às vezes pode fazer muito bem não só a mim.
Viver é isso, o pensar, o praticar, o se dar em cada momento difícil ou descontraído mas apreciar toda uma natureza, o voar dos pássaros, o mar, o céu, a luz, o sol, a chuva, as estrelas, e também as obras do homem que demonstram a perícia e perfeição de qualquer pessoa humana. E então consolidar sua procura, a doação, a solidariedade que sublima qualquer momento e o torna verdadeiro e presente.
Olhei para dentro de mim hoje, e também para dentro de todas as pessoas que convivem comigo, expressando esse mistério maravilhoso do estar e do ser. E vi o húmus retirado da certeza, bondade e generosidade e espalhado pelo mundo conturbado e violento. O resultado foi que fertilizou e por isso vemos que tais sentimentos, por mais que a erva daninha atue se sobrepõem quase tão ligeiros como o esperma do amor, correndo desabaladamente quando encontra o caminho propício.
Isso é o viver em todas as etapas, é o sentir em cada segundo, é o amar sempre e progressivamente.É viver, agir, declinar o verbo que nos faz seres e não algo inerte e vazio.
È correr na esperança da transformação gozando de todas as fases do orgasmo a se concretizar pressuroso e cheio de poder.
Estive por um momento, alheia, o não existir, ausência de imagens que me deixou inerte e louca a pedir novamente a preocupação do ser e estar, mas também a procura insidiosa de cada fase de minha vida e da presença de todos os seres que existem e são. Dando as mãos no gesto mais significativo do ser humano, o calor transmitido, o vigoroso auxílio mútuo e profundo. O amor universal, e dentre todos o amor, paixão, a loucura de um segundo ou de todos os momentos.
Isso tudo quero viver, todos os minutos em um, um para toda a vida, que não influenciará a ampulheta do tempo nem para cima nem para baixo, e que será sempre o mesmo instante irrepetível mas também inesquecível.
Vânia Moreira Diniz
Muitas vezes quis transmitir alguma frase, opinião, comentário ou dizer simplesmente que amava a uma pessoa querida e quando me resolvia ela já tinha ido embora, a despeito de ser jovem, forte, cheia de boas intenções e alegria, mas o mágico Senhor o impulsionara. Por isso quando falo e principalmente escrevo, vou declarando, colocando minhas frases em torrentes de sinceridade, confessando o que se passa, o que quero dizer e que às vezes pode fazer muito bem não só a mim.
Viver é isso, o pensar, o praticar, o se dar em cada momento difícil ou descontraído mas apreciar toda uma natureza, o voar dos pássaros, o mar, o céu, a luz, o sol, a chuva, as estrelas, e também as obras do homem que demonstram a perícia e perfeição de qualquer pessoa humana. E então consolidar sua procura, a doação, a solidariedade que sublima qualquer momento e o torna verdadeiro e presente.
Olhei para dentro de mim hoje, e também para dentro de todas as pessoas que convivem comigo, expressando esse mistério maravilhoso do estar e do ser. E vi o húmus retirado da certeza, bondade e generosidade e espalhado pelo mundo conturbado e violento. O resultado foi que fertilizou e por isso vemos que tais sentimentos, por mais que a erva daninha atue se sobrepõem quase tão ligeiros como o esperma do amor, correndo desabaladamente quando encontra o caminho propício.
Isso é o viver em todas as etapas, é o sentir em cada segundo, é o amar sempre e progressivamente.É viver, agir, declinar o verbo que nos faz seres e não algo inerte e vazio.
È correr na esperança da transformação gozando de todas as fases do orgasmo a se concretizar pressuroso e cheio de poder.
Estive por um momento, alheia, o não existir, ausência de imagens que me deixou inerte e louca a pedir novamente a preocupação do ser e estar, mas também a procura insidiosa de cada fase de minha vida e da presença de todos os seres que existem e são. Dando as mãos no gesto mais significativo do ser humano, o calor transmitido, o vigoroso auxílio mútuo e profundo. O amor universal, e dentre todos o amor, paixão, a loucura de um segundo ou de todos os momentos.
Isso tudo quero viver, todos os minutos em um, um para toda a vida, que não influenciará a ampulheta do tempo nem para cima nem para baixo, e que será sempre o mesmo instante irrepetível mas também inesquecível.
Vânia Moreira Diniz
domingo, 23 de agosto de 2009
Divulgação do site cristina arraes moreira
Por Vânia Moreira Diniz
Amigos,
Gostaria de divulgar aqui o Site Oficial de minha irmã, Cristina Arraes Moreira.
Nesse momento ela lança seu site oficial e também inicia realmente sua vida de escritora e poeta embora já tenha produzido dois e-boks, escrito para colunas e e tenha produzido textos maravilhosos.
É uma nova fase da vida de Cris e gostaria muito de contar com o apoio e carinho de todos os meus amigos e colegas.O link de seu site também está na primeira página do Portal vmd: www.vaniadiniz.pro.br
Sei que confiam em mim e posso lhes assegurar que Cristina possui um talento ímpar que no dia a dia demonstrará em seu site, podendo agora reunir seus escritos de uma maneira mais densa.
Agradeço aos meus colegas e leitores tantos anos de confiança e amizade.
Vá em frente, minha mana. A subida é íngreme mas vale a pena.
Beijos
vânia Moreira Diniz
Ps Ao escrever o nome de batismo dela Cristina Arraes Moreira sinto grande emoção e recordo o nome que possuí até meu casamento: Vânia Arraes Moreira.Foi com ele que iniciei aos seis anos minha vida literária e por isso estou duplamente emocionada: Por lançá-la e pelas recordações que chegam à minha memória.
Obrigada a todos
Vânia Moreira Diniz
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Carta a Meu Pai por Vânia Moreira Diniz
Meu pai
Estou aqui, distante em espaço, em outra galáxia, mas infinitamente perto de você, tão perto que vejo seus olhos profundamente azuis, seu rosto marcante e sinto a vibração constante que era sua característica primordial.O filme que passa diante dos meus olhos cerebrais inspira sensações as mais variadas desde alegria por tê-lo tido como pai, o sentimento profundo de gratidão a Deus por termos usufruído tantos anos de convivência, até uma saudade doída e latejante.
E nesse momento estamos tão juntos espiritualmente que quase não necessito que o sol de inverno que se expande aqui no meu escritório precise me esquentar e não enxergo direito porque a luz intensa e sua presença ofuscam esplendorosamente minha visão.
Estamos conversando como o fazíamos naqueles dias maravilhosos sentados um diante do outro à mesa de um restaurante quando queria desabafar minha alma, convencê-lo de algo que você discordava, ou simplesmente enriquecer meu espírito com sua sábia filosofia.
Meu coração está em paz, papai. Como sempre olhando o horizonte e agradecendo tanta coisa importante que aprendi e que tem sido uma força em minha vida. Descrendo mesmo nas horas mais complicadas do egoísmo, da injustiça, da indiferença da inveja e de qualquer tipo de sentimento que existe na humanidade, em nós mesmos e em nossos irmãos de caminhada, mas que são sobrepujados pelo desprendimento, bondade amor, solidariedade e união.
Temos que pensar positivamente como você dizia muitas vezes enquanto a música tocava de leve e você me acalmava com exercícios simples de yoga, no silêncio quase completo daqueles instantes.
Revejo também a alegria das comemorações especiais, a casa cheia, os risos e a ternura que a envolviam, os presentes trocados, as visitas sempre recebidas com carinho e nossos sonhos que curtíamos com doce encantamento.
Alegrias ou tristezas, momentos conturbados ou extremamente felizes estão em minhas recordações e são como esteio e força que me ajudam a ultrapassar as pedras do caminho e sentir no riso do próximo uma esperança para a nossa própria felicidade.
Meus valores mudaram muito, mas ficaram para sempre em mim as noções profundas que você passava e que eu ouvia às vezes até com descrença, mas que atualmente são a os alicerces que me impulsionam de uma forma completamente positiva.
O céu está azul com nuvens brancas, a natureza verdejante, flores a nos lembrar o arco-íris e um caminho que não sei se longo ou curto, mas com a certeza que nele posso confiar e aspirar a beleza e a ternura sempre com fé e felicidade. Como foi a sua vida, meu pai. Sempre almejando um dia melhor que outro e esperando dar a mão ao companheiro ao seu lado, não importa quem fosse.
É isso que espero para mim, para as pessoas que amo e agradeço a conversa de hoje, já comemorando o dia dos pais de domingo quando virei abraçá-lo com a mesma certeza da sua presença.
Feliz dia dos pais, meu pai!
Vânia Moreira Diniz
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Junho
Vânia Moreira Diniz
O Mês de junho sempre foi um dos mais eletrizantes de minha vida. Estávamos ali no meio do ano, quase em férias, os fogos estourando, principalmente à noite, quando todos se reuniam para comemorar cada dia daquele período. Meu pai nascera em junho no mesmo dia da comemoração tradicional e essa festa deixava em meu coração uma alegria irresistível porque tudo era regozijo nessa época distante, mas sempre muito nítida.
Os fogos eram os mais variados e subiam pelo céu azul de Copacabana fazendo rabiscos diversos e formando figuras as mais fascinantes. Quando fixava os pontos já indistintos que se evaporavam no firmamento e submergiam no infinito experimentava uma sensação estranha de que tudo se perdera no nada. E que as imagens de fogo tinham descansado no meio das estrelas.
As noites de junho eram frias e belas e mesmo naquela rua barulhenta e entre muitas pessoas que visitavam a minha casa eu sentia uma estranha paz.
E as quadrilhas improvisadas, as comidas típicas e o quentão característico daquele dia esquentavam o corpo e aqueciam de ternura o coração.
Ainda havia lugar para essa sensação e parece que tudo se foi com o tempo que passou, levando-nos o direito da tranqüilidade, confiança, certeza da solidariedade e verdadeira bondade.
Dia 24 vem chegando nessa madrugada e já ouço barulho lá longe abafado e pergunto-me com dor no coração se são os fogos comemorativos ou algum tiro perdido de disputas, brigas ou inconseqüência.
Nunca poderia esquecer as festas no fluminense, fantasias estilizadas, a doçura do ambiente, a alegria expressa em cada rosto, animação que ia até pela manhã e cujo final nos entristecia.
A tecnologia foi tomando conta do mundo inteiro, hoje nos comunicamos com o outro lado do universo e podemos receber uma resposta a uma mensagem em poucos segundos, talvez seja difícil o encontro personalizado, olhos nos olhos, mãos dadas passando o calor do sentimento e as repetidas reuniões das pessoas amigas.
Hoje é dia de São João e de qualquer forma, vemos crianças animadas, esperando o grande dia e se divertindo como a claridade dos fogos do outro lado da cidade. Crianças mais amadurecidas pelas cenas de violência que presenciam, e menos lépidas pelos divertimentos sem a correria e brincadeiras de outros tempos porque o controle remoto as espera para se divertirem comodamente.
Na verdade o espírito de São João, data sempre esperada e curtida continua a fazer seus efeitos em todas as pessoas especialmente nos pequenos. Voltamos aos tempos de infância e adolescência, tentamos esquecer os últimos acontecimentos e usufruímos aquele prazer ao ar livre, sentindo a sonora risada de todos e perguntando-nos se não é ali que buscamos a energia e animação, cada vez mais longe e tão necessária à manutenção da vida e da felicidade.
São João é uma festa típica brasileira, que por mais que os anos passem e mentalidades mudem não esqueceremos o prazer de vivê-la com intensidade. As danças, as músicas reinventando o interior do país, onde se divertem todos em deleite, unidos esquecidos de quase tudo que não seja aquele momento. Esse é o verdadeiro encanto de Junho vivido especialmente no dia de são João de divertimentos lúdicos inesquecíveis.
24-06-2009
Vânia Moreira Diniz
O Mês de junho sempre foi um dos mais eletrizantes de minha vida. Estávamos ali no meio do ano, quase em férias, os fogos estourando, principalmente à noite, quando todos se reuniam para comemorar cada dia daquele período. Meu pai nascera em junho no mesmo dia da comemoração tradicional e essa festa deixava em meu coração uma alegria irresistível porque tudo era regozijo nessa época distante, mas sempre muito nítida.
Os fogos eram os mais variados e subiam pelo céu azul de Copacabana fazendo rabiscos diversos e formando figuras as mais fascinantes. Quando fixava os pontos já indistintos que se evaporavam no firmamento e submergiam no infinito experimentava uma sensação estranha de que tudo se perdera no nada. E que as imagens de fogo tinham descansado no meio das estrelas.
As noites de junho eram frias e belas e mesmo naquela rua barulhenta e entre muitas pessoas que visitavam a minha casa eu sentia uma estranha paz.
E as quadrilhas improvisadas, as comidas típicas e o quentão característico daquele dia esquentavam o corpo e aqueciam de ternura o coração.
Ainda havia lugar para essa sensação e parece que tudo se foi com o tempo que passou, levando-nos o direito da tranqüilidade, confiança, certeza da solidariedade e verdadeira bondade.
Dia 24 vem chegando nessa madrugada e já ouço barulho lá longe abafado e pergunto-me com dor no coração se são os fogos comemorativos ou algum tiro perdido de disputas, brigas ou inconseqüência.
Nunca poderia esquecer as festas no fluminense, fantasias estilizadas, a doçura do ambiente, a alegria expressa em cada rosto, animação que ia até pela manhã e cujo final nos entristecia.
A tecnologia foi tomando conta do mundo inteiro, hoje nos comunicamos com o outro lado do universo e podemos receber uma resposta a uma mensagem em poucos segundos, talvez seja difícil o encontro personalizado, olhos nos olhos, mãos dadas passando o calor do sentimento e as repetidas reuniões das pessoas amigas.
Hoje é dia de São João e de qualquer forma, vemos crianças animadas, esperando o grande dia e se divertindo como a claridade dos fogos do outro lado da cidade. Crianças mais amadurecidas pelas cenas de violência que presenciam, e menos lépidas pelos divertimentos sem a correria e brincadeiras de outros tempos porque o controle remoto as espera para se divertirem comodamente.
Na verdade o espírito de São João, data sempre esperada e curtida continua a fazer seus efeitos em todas as pessoas especialmente nos pequenos. Voltamos aos tempos de infância e adolescência, tentamos esquecer os últimos acontecimentos e usufruímos aquele prazer ao ar livre, sentindo a sonora risada de todos e perguntando-nos se não é ali que buscamos a energia e animação, cada vez mais longe e tão necessária à manutenção da vida e da felicidade.
São João é uma festa típica brasileira, que por mais que os anos passem e mentalidades mudem não esqueceremos o prazer de vivê-la com intensidade. As danças, as músicas reinventando o interior do país, onde se divertem todos em deleite, unidos esquecidos de quase tudo que não seja aquele momento. Esse é o verdadeiro encanto de Junho vivido especialmente no dia de são João de divertimentos lúdicos inesquecíveis.
24-06-2009
Vânia Moreira Diniz
sábado, 30 de maio de 2009
Um bilhete para minha mãe
Vânia Moreira Diniz
Estamos no fim de maio, mês apreciado e lindo onde a fé se faz presente no coração daqueles que acreditam verdadeiramente no poder imenso da natureza e que nos revigora com uma paz doce e envolvente.
Ela esteve presente em todos os meses de maio até há dois anos passados.Esteve com seu olhar penetrante, idéias transparentes, palavras que penetravam nossos corações em ondas de entusiasmo e expectativa. E eu caminhei sempre nessa certeza maravilhosa, sonhando, apreciando, rindo ou chorando e absolutamente certa que somos finitos, porém sem reconhecer o dia dessa transformação tão estarrecedora para todos nós.
Pelo menos havia um espaço de tempo que não sabíamos calcular porque nosso poder é tão infinitamente limitado como ilimitados são os acidentes da natureza que pela sua beleza e vigor nos surpreendem em cada manifestação.
Agradeço a Deus os anos que meus irmãos e eu usufruímos sua presença,olhar, gestos, ensinamentos e amor que estarão para sempre marcados em nossos corações.
Mamãe, as minhas palavras estão presentes em tudo que a mana Cristina já escreveu e desejo apenas enfatizar o quanto de carinho ficou conosco em cada segundo de nossas existências e dizer que hoje, dia 30 de maio, melancólico aniversário de sua partida desejamos agradecer por tudo que nos legou nesse período de convivência e felicidade.
Saudades, mãe, saudades e muito, muito amor arraigado em nossas almas além da energia que sinto em cada momento pela sua presença perene.
Com amor, eterno amor
Vânia
Estamos no fim de maio, mês apreciado e lindo onde a fé se faz presente no coração daqueles que acreditam verdadeiramente no poder imenso da natureza e que nos revigora com uma paz doce e envolvente.
Ela esteve presente em todos os meses de maio até há dois anos passados.Esteve com seu olhar penetrante, idéias transparentes, palavras que penetravam nossos corações em ondas de entusiasmo e expectativa. E eu caminhei sempre nessa certeza maravilhosa, sonhando, apreciando, rindo ou chorando e absolutamente certa que somos finitos, porém sem reconhecer o dia dessa transformação tão estarrecedora para todos nós.
Pelo menos havia um espaço de tempo que não sabíamos calcular porque nosso poder é tão infinitamente limitado como ilimitados são os acidentes da natureza que pela sua beleza e vigor nos surpreendem em cada manifestação.
Agradeço a Deus os anos que meus irmãos e eu usufruímos sua presença,olhar, gestos, ensinamentos e amor que estarão para sempre marcados em nossos corações.
Mamãe, as minhas palavras estão presentes em tudo que a mana Cristina já escreveu e desejo apenas enfatizar o quanto de carinho ficou conosco em cada segundo de nossas existências e dizer que hoje, dia 30 de maio, melancólico aniversário de sua partida desejamos agradecer por tudo que nos legou nesse período de convivência e felicidade.
Saudades, mãe, saudades e muito, muito amor arraigado em nossas almas além da energia que sinto em cada momento pela sua presença perene.
Com amor, eterno amor
Vânia
domingo, 10 de maio de 2009
O que é Mãe?
Vânia Moreira Diniz
Mãe, aquela que nos ensina a viver,
orienta os primeiros gestos de amor,
Vem ao encontro de nosso coração,
Mãe é a mulher que compreendea primeira incompreensível lágrima.
Mãe não é apenas aquela que nos dá a luz,
Mas sentimento intenso e verdadeiro,
Harmonia na palavra que se desdobra,
Música da alma a se projetar,
No abraço que jamais se desvencilhará.
Mãe é a mulher do acalanto e do sorriso,
Que acolhe o brado de esperança,
De alegria, ternura, saudação à vida,
Que se alegra nos passos indecisos,
E estimula a caminhada certeira e decisiva.
Vãnia Moreira Diniz
Mãe reflete o olhar que lhe procura,
Na meiguice, as palavras de carinho,
Contempla os sonhos que surgem,
Acredita nas fantasias fascinantes,
E admira os gestos inesperados.
O brilho que não se apaga jamais,
O sol refletindo raios dourados,
sombra a proteger e guiar,
Dádiva de proteção inacabada,
Fortaleza até na fragilidade.
Vânia Moreira Diniz
Mãe, aquela que nos ensina a viver,
orienta os primeiros gestos de amor,
Vem ao encontro de nosso coração,
Mãe é a mulher que compreendea primeira incompreensível lágrima.
Mãe não é apenas aquela que nos dá a luz,
Mas sentimento intenso e verdadeiro,
Harmonia na palavra que se desdobra,
Música da alma a se projetar,
No abraço que jamais se desvencilhará.
Mãe é a mulher do acalanto e do sorriso,
Que acolhe o brado de esperança,
De alegria, ternura, saudação à vida,
Que se alegra nos passos indecisos,
E estimula a caminhada certeira e decisiva.
Vãnia Moreira Diniz
Mãe reflete o olhar que lhe procura,
Na meiguice, as palavras de carinho,
Contempla os sonhos que surgem,
Acredita nas fantasias fascinantes,
E admira os gestos inesperados.
O brilho que não se apaga jamais,
O sol refletindo raios dourados,
sombra a proteger e guiar,
Dádiva de proteção inacabada,
Fortaleza até na fragilidade.
Vânia Moreira Diniz
domingo, 15 de março de 2009
Duplix: Sonho pela saudade
sábado, 14 de março de 2009
Sonhos Nossos
De Vânia Moreira Diniz
Na luz que sinto em meu olhar,
teu talento e a nossa literatura,
o afeto que me toca sem parar,
trabalho curtido na ternura
Aprecio extasiada tanta cultura,
os ideais conectados e permanentes,
admiração que qualquer ferida cura
fraternal coesão nos sonhos veementes
Sinto tua alma nas criações a luzir,
no fascínio das palavras encantadas,
permuta de projetos a nos fazer sorrir.
E no horizonte, paralelo e colorido,
As frases que se misturam extasiadas,
E a mescla do sonho realizado.
Na luz que sinto em meu olhar,
teu talento e a nossa literatura,
o afeto que me toca sem parar,
trabalho curtido na ternura
Aprecio extasiada tanta cultura,
os ideais conectados e permanentes,
admiração que qualquer ferida cura
fraternal coesão nos sonhos veementes
Sinto tua alma nas criações a luzir,
no fascínio das palavras encantadas,
permuta de projetos a nos fazer sorrir.
E no horizonte, paralelo e colorido,
As frases que se misturam extasiadas,
E a mescla do sonho realizado.
domingo, 8 de março de 2009
Em Homenagem ao dia Internacional da Mulher 08-03-2009
Vânia Moreira Diniz
Nasci como já disse algumas vezes em meio a homens como meu pai e avô, defensores e admiradores da mulher em sua essência mais profunda. Ouvia meu avô dizer que se o mundo fosse um matriarcado, ou seja, liderado por mulheres, seria outro, mais gentil, humano e verdadeiro. Evoluído e com um desenvolvimento mais acelerado. Era isso que eu entendia. A figura da mulher enaltecida, amada e admirada profundamente com sua inerente característica de sedução o que a tornava quase uma deusa da mitologia grega.
Acresce que não era um mito que eles apreciavam, mas a figura feminina em sua essência mais profunda, lutadora e persistente, misto de fascínio e coragem.
Quando mais tarde pude notar o preconceito que se formava em torno, o mundo discriminativo e machista compreendi a luta empreendida há já muitos anos, mas que não chegara ao fim determinado como, na verdade, ainda hoje. Queremos e precisamos mais conquistas e principalmente menos preconceitos ocultos.
Muitas vitórias numa luta insana foram adquiridas, conseguimos até mesmo certa supremacia, a realização de uma vida lutadora e independente, a obrigatória forma com que os homens passaram a nos respeitar conscientemente. Mas isso ainda não nos bastava.
Não era supremacia que desejávamos verdadeiramente porque isso implicaria em reserva de atributos que não deveriam ser abandonados. Mas a igualdade diferenciada. Uma igualdade como seres humanos divididos em duas categorias ou gêneros, mas com nossos contrastes básicos de delicadeza, feminilidade, doçura, sedução, fascínio e oportunidades profissionais e direitos inatingíveis.
A grande luta é e será sempre para que se compreenda que não podem existir dois sexos completamente semelhantes porque eles se completam e não se mesclam. O mundo não teria a menor graça, a vida não teria nenhum deslumbramento se fôssemos todos estritamente iguais.
Somos feitos da mesma matéria, sofremos igualmente, temos o mesmo poder de inteligência, talento e competência, mas nos contrastamos na forma básica de amar, sentir, no jeito de demonstrá-lo, nas necessidades intrínsecas, porém contrastantes de ser felizes. E na união dessas características é que poderemos encontrar o caminho da perfeição e verdadeira felicidade.
Estamos e continuaremos na nossa luta, embora pareça que agora há uma concepção mais atual e abrangente do que significa a emancipação das mulheres. Emancipar-se não é em absoluto se transformar, mas se fazer entendida nas potencialidades que estão ligadas a uma intensa feminilidade. Potencialidades essas que nos dá o direito de ter independência financeira e pessoal sem abrir mão do atributo mais elementar da mulher que é sua própria feminilidade. Na vida pública como particular a mulher carregará sempre seu fascínio natural como o homem sua masculinidade sem o que não estaria esclarecido o que significa emancipação.
Não nos tornamos iguais nem permitimos isso. O que estamos conseguindo não restringe nem elimina a própria personalidade feminina, doce e meiga, mas faz com que a mulher com todos os seus atributos cheios de encanto e enfeitiçadores tenham os direitos que são concedidos ao homem. Ser respeitada, oportunizada em sua profissão, com a independência que deve ser legada aos seres humanos diferenciados pela sua característica sexual, porém cidadãos e pertencentes ambos ao giro onipotente do planeta.
Não conquistamos ainda a luta, principalmente a compreensão que assim como o homem não abre mão de suas peculiaridades a mulher lança todos os dias seu grito de liberdade conservando gloriosamente suas qualidades intrínsecas de mulher competente e sedutora. E por isso nos atraímos, precisamos um do outro desesperadamente e igualmente independentes e mutuamente respeitados nos queremos e amamos nos realizando como homem e mulher exatamente pelas diferenças naturais e intrínsecas. É isso que comemoramos no dia Internacional da mulher.
Vânia Moreira Diniz
Acresce que não era um mito que eles apreciavam, mas a figura feminina em sua essência mais profunda, lutadora e persistente, misto de fascínio e coragem.
Quando mais tarde pude notar o preconceito que se formava em torno, o mundo discriminativo e machista compreendi a luta empreendida há já muitos anos, mas que não chegara ao fim determinado como, na verdade, ainda hoje. Queremos e precisamos mais conquistas e principalmente menos preconceitos ocultos.
Muitas vitórias numa luta insana foram adquiridas, conseguimos até mesmo certa supremacia, a realização de uma vida lutadora e independente, a obrigatória forma com que os homens passaram a nos respeitar conscientemente. Mas isso ainda não nos bastava.
Não era supremacia que desejávamos verdadeiramente porque isso implicaria em reserva de atributos que não deveriam ser abandonados. Mas a igualdade diferenciada. Uma igualdade como seres humanos divididos em duas categorias ou gêneros, mas com nossos contrastes básicos de delicadeza, feminilidade, doçura, sedução, fascínio e oportunidades profissionais e direitos inatingíveis.
A grande luta é e será sempre para que se compreenda que não podem existir dois sexos completamente semelhantes porque eles se completam e não se mesclam. O mundo não teria a menor graça, a vida não teria nenhum deslumbramento se fôssemos todos estritamente iguais.
Somos feitos da mesma matéria, sofremos igualmente, temos o mesmo poder de inteligência, talento e competência, mas nos contrastamos na forma básica de amar, sentir, no jeito de demonstrá-lo, nas necessidades intrínsecas, porém contrastantes de ser felizes. E na união dessas características é que poderemos encontrar o caminho da perfeição e verdadeira felicidade.
Estamos e continuaremos na nossa luta, embora pareça que agora há uma concepção mais atual e abrangente do que significa a emancipação das mulheres. Emancipar-se não é em absoluto se transformar, mas se fazer entendida nas potencialidades que estão ligadas a uma intensa feminilidade. Potencialidades essas que nos dá o direito de ter independência financeira e pessoal sem abrir mão do atributo mais elementar da mulher que é sua própria feminilidade. Na vida pública como particular a mulher carregará sempre seu fascínio natural como o homem sua masculinidade sem o que não estaria esclarecido o que significa emancipação.
Não nos tornamos iguais nem permitimos isso. O que estamos conseguindo não restringe nem elimina a própria personalidade feminina, doce e meiga, mas faz com que a mulher com todos os seus atributos cheios de encanto e enfeitiçadores tenham os direitos que são concedidos ao homem. Ser respeitada, oportunizada em sua profissão, com a independência que deve ser legada aos seres humanos diferenciados pela sua característica sexual, porém cidadãos e pertencentes ambos ao giro onipotente do planeta.
Não conquistamos ainda a luta, principalmente a compreensão que assim como o homem não abre mão de suas peculiaridades a mulher lança todos os dias seu grito de liberdade conservando gloriosamente suas qualidades intrínsecas de mulher competente e sedutora. E por isso nos atraímos, precisamos um do outro desesperadamente e igualmente independentes e mutuamente respeitados nos queremos e amamos nos realizando como homem e mulher exatamente pelas diferenças naturais e intrínsecas. É isso que comemoramos no dia Internacional da mulher.
domingo, 1 de março de 2009
Alegria
Vânia Moreira Diniz
Vânia Moreira Diniz
Realmente é muito difícil lembrar as sensações de alegria com exatidão. Não sei porque elas não guardam na memória a mesma intensidade. O mesmo valor intrínseco das tristezas, das decepções ou da saudade.
Recordo-me, no entanto de um fato passado na minha infância que me marcou tão profundamente que jamais esquecerei. Ainda hoje sinto a mesma sensação como se os anos tivessem regredido e eu me encontrasse naquele dia especial.
Era muito pequena e tive um pesadelo estranho. Via em meu sonho meu pai deitado fechando os olhos enquanto todos choravam em volta dele. Creio que o que sentia durante aqueles momentos era um efeito de angústia demasiada para uma criancinha. Minha impressão era de desamparo e apesar de tantos e tantos anos passados ainda recordo e praticamente sinto aquele sofrimento indescritível.
Acordei então com alguém segurando meu braço e passando a mão em meus cabelos numa impressão indefinível de conforto e ao acordar deparo com os enormes olhos azuis de meu pai fitando-me enquanto dizia:
-Acorde. Você sonhou!
Olhei-o estupefata sem compreender o que estava acontecendo, mas num delírio de felicidade que não podia controlar. Lembro-me bem disso. E chorando de pura alegria abraçava meu pai perguntando-lhe se ele estava vivo.
Jamais esquecerei sua expressão e a alegria que parecia não caber dentro do meu peito. Senti que a vida era boa e deixei que as lágrimas descessem já nem me importando o que estava acontecendo ao meu redor sem saber se estava rindo ou chorando.
Meu pai sentou-se em minha cama e explicou que eram comuns essas imagens no sono profundo dependendo do que se vira ou ouvira durante o dia. Mas recordo-me que embora estivesse compreendendo o que ele falava o que importava naquele momento era a musicalidade de sua voz grave e forte. E sua presença. Isso eu tinha consciência.
Senti uma sensação de júbilo que só depois de passados muitos anos soube definir e que no momento a nada se comparava. Olhava-o com a sensação de segurança que só sua presença podia me dar naquele momento esquecida que estava aos gritos momentos antes e talvez nem me lembrasse mais disso.
Sempre ao encarar a vida e receber uma notícia ruim ou dolorosa me vem á cabeça essa cena e tenho a esperança que a tristeza depressa se desfará e a felicidade voltará a brilhar com intensidade. É algo muito forte e incompreensível. Mas posso assegurar que gostaria de poder sempre sentir aquela impressão de enorme ventura que um dia na minha infância encheu a minha noite de ternura e da certeza que Deus não nos abandona nas piores horas.
Claro que isso acontece na vida de todos nós. Só precisamos fazer disso algo que nos ensine a transformar fatos corriqueiros, porém intensos momentaneamente em uma experiência enriquecedora.
Muitas vezes não mais houve a presença apaziguadora de um fato positivo quando eu estava sofrendo, mas a recordação daquele dia valeu por toda uma vida pela percepção de uma alegria sem limites e inesperadamente salvadora.
Ela valeu para me mostrar nos primeiros anos de minha vida, sem, no entanto saber definir, que a vida é feita de contrastes e não existe sol sem chuva, na existência. Eu não entendera a lição naquele dia, mas valeria para que nos anos vindouros eu percebesse o valor da alegria legítima e profunda. E entendesse isso de uma maneira abrangente e peculiar.
Recordo-me, no entanto de um fato passado na minha infância que me marcou tão profundamente que jamais esquecerei. Ainda hoje sinto a mesma sensação como se os anos tivessem regredido e eu me encontrasse naquele dia especial.
Era muito pequena e tive um pesadelo estranho. Via em meu sonho meu pai deitado fechando os olhos enquanto todos choravam em volta dele. Creio que o que sentia durante aqueles momentos era um efeito de angústia demasiada para uma criancinha. Minha impressão era de desamparo e apesar de tantos e tantos anos passados ainda recordo e praticamente sinto aquele sofrimento indescritível.
Acordei então com alguém segurando meu braço e passando a mão em meus cabelos numa impressão indefinível de conforto e ao acordar deparo com os enormes olhos azuis de meu pai fitando-me enquanto dizia:
-Acorde. Você sonhou!
Olhei-o estupefata sem compreender o que estava acontecendo, mas num delírio de felicidade que não podia controlar. Lembro-me bem disso. E chorando de pura alegria abraçava meu pai perguntando-lhe se ele estava vivo.
Jamais esquecerei sua expressão e a alegria que parecia não caber dentro do meu peito. Senti que a vida era boa e deixei que as lágrimas descessem já nem me importando o que estava acontecendo ao meu redor sem saber se estava rindo ou chorando.
Meu pai sentou-se em minha cama e explicou que eram comuns essas imagens no sono profundo dependendo do que se vira ou ouvira durante o dia. Mas recordo-me que embora estivesse compreendendo o que ele falava o que importava naquele momento era a musicalidade de sua voz grave e forte. E sua presença. Isso eu tinha consciência.
Senti uma sensação de júbilo que só depois de passados muitos anos soube definir e que no momento a nada se comparava. Olhava-o com a sensação de segurança que só sua presença podia me dar naquele momento esquecida que estava aos gritos momentos antes e talvez nem me lembrasse mais disso.
Sempre ao encarar a vida e receber uma notícia ruim ou dolorosa me vem á cabeça essa cena e tenho a esperança que a tristeza depressa se desfará e a felicidade voltará a brilhar com intensidade. É algo muito forte e incompreensível. Mas posso assegurar que gostaria de poder sempre sentir aquela impressão de enorme ventura que um dia na minha infância encheu a minha noite de ternura e da certeza que Deus não nos abandona nas piores horas.
Claro que isso acontece na vida de todos nós. Só precisamos fazer disso algo que nos ensine a transformar fatos corriqueiros, porém intensos momentaneamente em uma experiência enriquecedora.
Muitas vezes não mais houve a presença apaziguadora de um fato positivo quando eu estava sofrendo, mas a recordação daquele dia valeu por toda uma vida pela percepção de uma alegria sem limites e inesperadamente salvadora.
Ela valeu para me mostrar nos primeiros anos de minha vida, sem, no entanto saber definir, que a vida é feita de contrastes e não existe sol sem chuva, na existência. Eu não entendera a lição naquele dia, mas valeria para que nos anos vindouros eu percebesse o valor da alegria legítima e profunda. E entendesse isso de uma maneira abrangente e peculiar.
Vânia Moreira Diniz
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Após um presente
Mana, você me faz feliz. É tão bom sentir este amor, este carinho que emana de seu coração e se traduz em palavras que são verdadeiras pérolas que, aos poucos, vão se mostrando, qual tesouro a se explorar.
Nem todos têm esta presença fraterna na vida e agradeço a Deus por este presente, que chegou, sem nem mesmo ainda eu existir.
Sempre esteve comigo e eu me recordo, na mais tenra idade já sentir esta proteção, este canto só meu, sua mão em minha mão.
Te amo, mana e obrigada por existir em minha vida.
Carinho, sempre!!!
Cris
Nem todos têm esta presença fraterna na vida e agradeço a Deus por este presente, que chegou, sem nem mesmo ainda eu existir.
Sempre esteve comigo e eu me recordo, na mais tenra idade já sentir esta proteção, este canto só meu, sua mão em minha mão.
Te amo, mana e obrigada por existir em minha vida.
Carinho, sempre!!!
Cris
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