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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Outubro de 2009 - aniversário de Vânia e lançamento do livro Aquarela em Poesia

Era ainda pequena, quando Vânia, minha irmã e muito jovem saiu do Rio de Janeiro. Fixou residência em Brasília. Posso lembrar e sentir o abraço apertado, que buscava manter viva a presença de uma na vida de outra. E depois o vazio. Algo insuportável, que me machucava e me fazia pedir a Deus que o tempo passasse logo e que pudéssemos estar juntas novamente.

São lembranças de minha infância, que me trazem uma certa amargura misturada com a alegria de saber que a distância não diminuiu nosso afeto, nossa partilha, nosso amor fraterno.

Ultimamente, todo mês de outubro, faço uma visita à Vânia, Paulo, minhas sobrinhas. E é tão bom, que quando retorno, sinto o antigo vazio a me castigar o coração. E só os dias vão suavizando esta sensação, com a certeza da presença de todos eles em minha vida, longe ou perto fisicamente, mas com um elo que nunca se acabará. Com eles sinto-me amparada, amada, segura. Parece-me que estou visitando a casa de meus pais, tal o acolhimento que encontro.

Este mês de outubro de 2009 teve um gostinho especial. Além do aniversário, Vânia lançou, junto com a amiga Vania Serra, um livro em que demonstram a delicadeza da amizade de ambas, que, tal como aconteceu comigo, a distância não conseguiu diminuir.
Não poderia descrever exatamente a alegria e o orgulho de vê-las trocando palavras que apresentavam uma à outra e ambas ao público presente. Vania Serra também é dessas pessoas que cativam por sua suavidade e simplicidade, e de quem me considero agora amiga também.

Elas não lançaram simplesmente um livro. Elas prepararam um espetáculo imperdível, uma demonstração de arte e beleza. O auditório da Livraria Cultura estava repleto e também fazia sua parte, no encantamento com que participava deste evento.

Minha irmã convidou-me para ser 'mestre de cerimônia', papel que desempenhei com muita emoção. O Coral Alegria abrilhantou tudo, com músicas primorosamente escolhidas e executadas com a arte que só quem já o assistiu poderia entender. O poeta Gustavo Dourado declamou o Cordel, dedicado para a ocasião.

Após o evento, 'Vanias' autografaram os livros que os leitores, entusiasticamente lhe apresentavam, entre abraços, fotos e muita alegria.

Este ano saí de Brasília com o mesmo vazio e ao mesmo tempo plena. Havia uma mistura de saudade e alegria de ter participado deste momento de minha irmã. E com a certeza ainda maior que, para almas que se compreendem e amam, não existe distância.

Finalizo dizendo a vocês, minha família em Brasília, que os amo muito  e que posso afirmar que a vida não seria igual sem vocês em meu coração.
Com todo amor e carinho,

Cristina Arraes 

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

aniversário de meu filho Thiago

Para uma mãe, é sempre dia de alegria, celebrar o dia do aniversário do filho.

Cristina Arraes

Vejam no meu site o poema que fiz em homenagem a ele:


Thiago - 2 de outubro

segunda-feira, 27 de julho de 2009

A presença de vocês é importante!


Da saudade de tua paz,
Da harmonia de nossos corações,
Construí a certeza
E a força de continuar,
Muitas vezes, entusiasmada
Outras coisas, sem muita vontade,
Mas sempre com a coragem
Que me ensinaram
Nos dias que estive com vocês.

Cristina Arraes

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Minha mana


Existem pedras...
Muitas pedras....

Mas há também aquela comunicação
Que me faz receber uma ligação sua
Quando preciso de sua palavra.

Almas que se amam
Corações em diálogo
Unidade.

Quando você foi para longe
E eu ainda pequena fiquei
Achei que tinha perdido
O colo que me acalentava

Mas o tempo foi passando
E vi que o temor da infância
Não era mais que medo infundado

Estamos aqui cada vez mais unidas
O que perdi, você perdeu
quem perdi, você perdeu

E ficamos nós a contar
As dores e unir as lágrimas
Os projetos que nunca foram poucos
Sonhos que vêm de dentro do coraçao.

Todo meu carinho, Cris.

domingo, 8 de março de 2009

Em Homenagem ao dia Internacional da Mulher 08-03-2009

Vânia Moreira Diniz

Nasci como já disse algumas vezes em meio a homens como meu pai e avô, defensores e admiradores da mulher em sua essência mais profunda. Ouvia meu avô dizer que se o mundo fosse um matriarcado, ou seja, liderado por mulheres, seria outro, mais gentil, humano e verdadeiro. Evoluído e com um desenvolvimento mais acelerado. Era isso que eu entendia. A figura da mulher enaltecida, amada e admirada profundamente com sua inerente característica de sedução o que a tornava quase uma deusa da mitologia grega.
Acresce que não era um mito que eles apreciavam, mas a figura feminina em sua essência mais profunda, lutadora e persistente, misto de fascínio e coragem.
Quando mais tarde pude notar o preconceito que se formava em torno, o mundo discriminativo e machista compreendi a luta empreendida há já muitos anos, mas que não chegara ao fim determinado como, na verdade, ainda hoje. Queremos e precisamos mais conquistas e principalmente menos preconceitos ocultos.
Muitas vitórias numa luta insana foram adquiridas, conseguimos até mesmo certa supremacia, a realização de uma vida lutadora e independente, a obrigatória forma com que os homens passaram a nos respeitar conscientemente. Mas isso ainda não nos bastava.
Não era supremacia que desejávamos verdadeiramente porque isso implicaria em reserva de atributos que não deveriam ser abandonados. Mas a igualdade diferenciada. Uma igualdade como seres humanos divididos em duas categorias ou gêneros, mas com nossos contrastes básicos de delicadeza, feminilidade, doçura, sedução, fascínio e oportunidades profissionais e direitos inatingíveis.
A grande luta é e será sempre para que se compreenda que não podem existir dois sexos completamente semelhantes porque eles se completam e não se mesclam. O mundo não teria a menor graça, a vida não teria nenhum deslumbramento se fôssemos todos estritamente iguais.
Somos feitos da mesma matéria, sofremos igualmente, temos o mesmo poder de inteligência, talento e competência, mas nos contrastamos na forma básica de amar, sentir, no jeito de demonstrá-lo, nas necessidades intrínsecas, porém contrastantes de ser felizes. E na união dessas características é que poderemos encontrar o caminho da perfeição e verdadeira felicidade.
Estamos e continuaremos na nossa luta, embora pareça que agora há uma concepção mais atual e abrangente do que significa a emancipação das mulheres. Emancipar-se não é em absoluto se transformar, mas se fazer entendida nas potencialidades que estão ligadas a uma intensa feminilidade. Potencialidades essas que nos dá o direito de ter independência financeira e pessoal sem abrir mão do atributo mais elementar da mulher que é sua própria feminilidade. Na vida pública como particular a mulher carregará sempre seu fascínio natural como o homem sua masculinidade sem o que não estaria esclarecido o que significa emancipação.
Não nos tornamos iguais nem permitimos isso. O que estamos conseguindo não restringe nem elimina a própria personalidade feminina, doce e meiga, mas faz com que a mulher com todos os seus atributos cheios de encanto e enfeitiçadores tenham os direitos que são concedidos ao homem. Ser respeitada, oportunizada em sua profissão, com a independência que deve ser legada aos seres humanos diferenciados pela sua característica sexual, porém cidadãos e pertencentes ambos ao giro onipotente do planeta.
Não conquistamos ainda a luta, principalmente a compreensão que assim como o homem não abre mão de suas peculiaridades a mulher lança todos os dias seu grito de liberdade conservando gloriosamente suas qualidades intrínsecas de mulher competente e sedutora. E por isso nos atraímos, precisamos um do outro desesperadamente e igualmente independentes e mutuamente respeitados nos queremos e amamos nos realizando como homem e mulher exatamente pelas diferenças naturais e intrínsecas. É isso que comemoramos no dia Internacional da mulher.
Vânia Moreira Diniz

domingo, 14 de dezembro de 2008

Parabéns, mana

Para minha irmã Cris com emoção

Ah, como me lembro desse dia,como me lembro!
Para mim era magia saber que chegara uma menina
para me fazer companhia em meio a tanto irmãos
e a sensação de felicidade que sentia em meu peito.

14 de dezembro que me leva a tantos pensamentos,
que voa no tempo e me faz sorrir, pensar e chorar,
uma regressão de minha memória, em doces momentos,
que continuam inesquecíveis em todo esse tempo.

14 de dezembro que está fixado em minhas recordações
mais felizes e me faz sentir o sol com intensidade,
trazendo-me energia e revitalizando-me em cada instante,
quando contemplo esse horizonte brilhante que me enternece.

Parabéns mana e obrigada por ter chegado naquele instante,
confirmando-me a alegria de viver e sentir amor e carinho,
que conservo com a mesma intensidade daquele dia mágico,
que sempre estará presente em seus mínimos detalhes em meu coração.
Vânia Moreira Diniz

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Dia do escritor 25 de Julho

Vânia Moreira Diniz

Antes de qualquer devaneio ou constatação pelo dia 25 dedicado aos escritores desejamos expressar àqueles que nos acompanham o regozijo por esse idealístico mister que vem do fundo da alma de todos e cuja ferramenta é a palavra expressa, o conhecimento adquirido ao longo da vida em áreas diversas: O aprendizado exercido todos os dias de nossas vidas, a pesquisa cada vez maior, informação do que esperamos passar, sempre com mais profundidade e a forma persuasiva como nos dirigimos aos leitores, impregnados de seriedade amor e sentimento.

Ao abrir os olhos com uma nesga de sol entrando através de minha cortina do quarto, cuja escuridão saboreio, o primeiro pensamento que me surgiu foi que nesse mês é comemorado o dia do escritor. E sorri docemente a essa lembrança.
Sorri porque me trazia à memória a parte positiva e próspera da minha vida. Com todas as dificuldades ou durezas, mas com a extrema alegria que me proporciona. Sorri no encantamento de cada momento vivido e usufruído com deleite e carinho.
Sorri porque me sinto integral e realizada, intensamente feliz, transbordante de amor, plena e extasiada.

Sinto-me realizada e afortunada por ter podido escrever em todos os instantes de minha vida e jamais poderia exercer outra atividade que realizasse tão profundamente, trazendo o oxigênio que me conserva plena e revitalizada.

Sei que ainda tenho muito a aprender e embora tenha escrito desde muito pequena, há um longo e íngreme caminho que talvez nem chegue a atingir. Ainda assim meu horizonte está colorido e o fulgor das estrelas anuncia uma claridade ofuscante.

Não importam os momentos de desânimo, de desestímulos, de desesperanças, de desalento, de aridez em que sentimos que não atingiríamos o sonho maior. Não importa nada que golpeie as idealizadas realizações, não importam nem mesmo as lágrimas que por vezes regam uma decepção passageira, mas profunda.

Nesse momento, estamos aqui de mãos dadas usufruindo um aprendizado que nos é muito caro ao coração e deleita nossas almas, esquecida de qualquer dor que nesse momento estejamos vivendo. O sorriso é nesse dia a única manifestação que realmente indica a marca e o retrato do nosso coração.
Vânia Moreira Diniz

domingo, 22 de julho de 2007

Do Ninho para Homenagear o Poeta

Vânia Moreira Diniz

Encontrei-o no cenário de minhas primeiras lembranças e reconheci-o quando minha mãe levou-me para casa depois que cheguei ao mundo, aquecida em mantas de lã. Lugar estranho esse que precisava sofrer para encontrá-lo. Entretanto fui recebida com olhares de muito amor que aqueciam mais do que as roupas com que me cobriam.
Tudo ocorreu tão depressa que quando me dei conta já não sentia a mesma temperatura e divisava figuras estranhas.
Estava tão bem, feliz e descansada, numa morna umidade e alimentada com fartura. Não pensava, apenas sentia muito conforto e me julgava o centro de tudo, sozinha respirando por intermédio dela, que me transmitia tanto carinho que eu dormia horas a fio tranqüila e profundamente. Não sabia de nada e nem queria saber. Ouvia vozes sussurradas e quando falavam mais alto eu me encolhia e tudo voltava ao normal. Mas agora sentia algo desagradável e é como estivesse sendo puxada para fora do meu ninho. Repentinamente um ferro pressionava minha cabecinha e já não me sentia feliz. Será que ia desaparecer? Fechei os olhos tentando agitar meus bracinhos e experimentei um ar entrando e me deixando tonta, horrível sensação de medo e maltrato. Não consegui respirar direito, parecia asfixiada, o oxigênio me sufocava. Chorei muito, aos berros e após tantos sobressaltos conheci a sensação de lento e indefinido bem-estar. Não sei o que faziam comigo, mas admirava as coisas que eu nunca vira, coloridas e desconhecidas e uma sensação de que tinha saído do meu espaço.
Tinha que fazer um esforço para comer e escorria um líquido morno e gostoso. Desejava dormir e não queria sair dos braços que me aninhavam. O cheiro me parecia o mesmo de quando eu estava lá dentro.
Não tinha noção do tempo até que me levaram para uma casa bonita e onde conheci os outros rostos e um deles era ele. Tinha uns olhos que penetravam, olhava-me e também mexia comigo até que eu ficasse com medo. Mais tarde compreendi. Era meu irmão mais velho, companheiro em todas as fases da vida, o poeta que compartilharia os poemas compostos um dia e muitas vezes em parceria. Uma parceria de brincadeiras, amor, estudos e cantos maviosos que encantaria nossos dias.
Por isso faço uma homenagem a ele que se foi prematuramente deixando-nos num mar de saudades.E pergunto-me mil vezes se seria para o lugar de onde vim. Dia 31 seria seu aniversário, daquele mesmo poeta-irmão que me esperou após meu nascimento para transmitir-me ternura e fazer-me companhia em muitos momentos dessa vida.
O meu amanhecer nesse planeta foi cercado de risadas e de brilhos, o horizonte tão distante, o mar a poucos passos, as montanhas longínquas e onipotentes e a figura de meu irmão mais velho, claro e rosado, cabelos negros e olhar de uma ternura jamais conhecida. Seu sorriso tinha a esperança da eterna felicidade e ao mesmo tempo a singeleza dos momentos de fantasia e paixão.
Ele me esperou num dia de outubro, muito sol e o céu claro e compreendi que tinha muito a aprender. Sua inteligência vibrante me acompanhou todos esses anos até o momento há dois anos em que partiu sereno como caminhou nas calçadas que ele cantou em ritmo harmonioso.
Eu o reconheci logo que cheguei ao mundo e indefesa, quando fixou-me os olhos castanhos e pude avaliar o meu amanhecer nesse planeta em que eu chegava aturdida, talvez já poeta, sentindo meu próprio canto nos soluços incompreensíveis e as lágrimas que desciam, ternas, sentimentais de tristeza ou alegria , não importa, mas com o ritmo da canção e do amor. O meu amanhecer.

Vânia Moreira Diniz

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Amiga Incomparável

( À minha irmã Cristina)

Amiga de todas as horas,
Companheira inseparável,
Menina que surgiu ,
Linda e incomparável,
no encantamento de cada dia.

Não acreditava e agradeço,
A Deus bondoso, dadivoso,
E no meu anseio peço,
pelo presente generoso.

Minha vida logo mudou,
O brilho conheci profundo,
Passei a admirar o mundo
Que me trazia a dádiva especial
E rara dessa presença genial.

Amor eu senti completo,
Meu coração transbordava,
E no peito de carinho repleto,
Rezava feliz e aguardava.

Carinho, meiguice e felicidade,
Não importa quanto sofrimento,
Símbolos intensos de qualidade,
Transbordaram livres como o vento.

Amiga incomparável, irmã amada,
Sorrindo ou chorando és encanto,
Beleza e ternura te invadem tanto,
Que fico entusiasmada admirando.

Quando a vida me envolve,
E os sofrimentos machucam,
Lembro-me que tudo se resolve,
Quando possuímos bens tão queridos.

Prosperidade,
amor e liberdade,
serás eternamente.
Saudade, afeição intensa
Lembranças memoráveis,
Sempre suscitarás em meu coração fraterno.
Vânia Moreira Diniz