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segunda-feira, 6 de junho de 2011

Hoje, Senhor



Senhor, silencia meu coração para que possa ouvir-Te. Sei que minha alma é Tua morada. Quero hoje conversar Contigo São muitos os caminhos e meus pensamentos se confundem. Decisões são necessárias. Meus lábios não sabem mais o que dizer nem minha vontade se conhece. Que pessoa é esta, que muda ao simples movimento do vento, que me traz a certeza que nada sei. Desejo Tua companhia e Tua inspiração. Que ao me sentir incompreendida, saiba que também eu deixei de compreender, tantas vezes! As cicatrizes adquiridas no exercício da vida, sejam para mim, indícios da experiência que me faz enxergar mais e melhor. 
Abraça-me, Senhor e que sempre possa sentir esta necessidade de Tua presença em minha vida

Tereza em Letras e Raizes



sexta-feira, 3 de junho de 2011

sábado, 13 de novembro de 2010

Hoje lembrei de você, por Cristina Arraes





Hoje lembrei de você. Sim, meu irmão, embora esteja sempre no meu coração. Lembrei de você, de seu sorriso, de suas piadas, de seus dramas.

Pensei... Em que blog escrever? Mas optei pelo blog que tenho com Vânia. Acho que é mais pertinente.

Lembrei de você, ainda jovem, com a música ecoando no ar, a casa cheia, um entra e sai, um sobe e desce.

Lembrei quando me levou ao Jardim Zoológico.

Lembrei de seu jeito, meio irritado no trânsito, de sua maneira sagaz, de sua pressa, da revolta que tinha quando inventavam mais um feriado. Dizia que era menos um dia de trabalho.

Lembrei de você, chorando na véspera de meu casamento. Dizia que nunca seria a mesma coisa, embora já morássemos em casas separadas, pois você  já havia se casado. E nada mudou.

Sim lembrei de você, quando buscava Daniel, em seu dia de aniversário, para que ele escolhesse um presente, enquanto eu arrumava a festa.

Hoje esta lembrança está mais forte, não sei a causa.

Quando a vida se tornava um tanto difícil para mim, você me ligava para sair.

Lembrei de você me telefonando para dar os parabéns pelo dia do estatístico.

Lembrei de nossas conversas e até de nossas brigas.

Mas briga de irmão não permanece. É um relacionamento que não tem fim.

Lembrei de você porque você é meu irmão, porque cuidou de mim, porque te amo muito.

Sim, meu irmão, lembrei de você, em tudo e um pouco mais.

Tanto que tenho a recordar...

Hoje lembrei de você.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Tamanho do abraço

 Cristina Arraes
Passamos a maior parte de nossas vidas numa velocidade estonteante que não nos deixa atentar para os detalhes que compõem o essencial. Estamos de tal forma concentrados em construir nossos futuros sem ao menos nos darmos conta do que estamos fazendo com nosso presente.
Foi nesta linha de pensamento que cheguei a constatação do tanto que cabe num abraço. A primeira vista parece louco e irreal. Mas loucura também não foi, termos crucificado Aquele que é nosso próprio Deus? Talvez a humanidade o tenha feito por não acreditar que Deus pudesse se fazer homem, como nós, e vir aqui... A nos abraçar.
Este abraço é o início e o final de tudo. Chega a ser o mais importante de sua missão. Abraçou-nos como Pai, como Criador e como nosso único Caminho.
E aí começando, uma criança nasce, chora por se sentir desprotegida, diante de um mundo tão grande e desconhecido. Chora por amor, calor, alimento. Sua mãe a envolve junto a seu colo, transmite-lhe amor, confiança, segurança. Promete ser, em sua vida, uma estrela que lhe levará a caminhos desconhecidos. E onde e como lhe passa tudo isto? No suave abraço que só uma mãe pode dar. É um mundo cheio de sonhos, planos e atalhos a seguir. Tudo isto o recém nascido recebe dentro de um abraço. Como ele é grande e forte! Como pode conter todo o seu futuro. A criança pode enfim parar de chorar. Até que novamente se sinta desprotegida, ansiando novamente pelo abraço...
E aquele, que era apenas um bebê vai se desenvolvendo, conhecendo o que está a sua volta e... Às vezes se machucando, carregando dores, vertendo lágrimas que se tornarão sua escola por meio do abraço.
Abraço de mãe, abraço do pai, abraço do amigo e tantos outros abraços. Tão importantes momentos em que se coloca, coração unido a coração, pessoas que partilham momentos de emoção, vidas unidas como um toque de mágica. O toque da pele, onde se pode conter o outro ser no ombro, nos olhos e na alma. O toque que só o abraço pode nos ofertar.
A criança vai crescendo, e uma energia se desenvolve tornando-a capaz de se solidarizar, de planejar, de amar, de abraçar.
Abraça o irmão que está perto, abraça aquele que está longe. Une sua vida, seus pensamentos a outra pessoa. Sua alegria não pode ser a mesma, sem saber do que existe longe, bem longe. Onde está meu irmão, onde está minha irmã para abraçar e lhe dizer da paz que pode receber, uma paz tão grande no suave abraço do irmão distante.
E os fatos vão se sucedendo, gerando sorrisos e lágrimas. Muito vêm carregados de emoção, outros não. Decisões a se tomar, intenções a se concretizar, como saber qual rumo tomar. Difíceis opções que de repente se tornam claras no abraço, amparo tranqüilo, sentindo-se totalmente contido ali, naquele grande e vigoroso abraço.
Abraço forte, abraço doce, abraço que tarda, abraço que não se faz esperar. Faz-nos reviver a origem de nossas vidas quando suavemente fomos abraçados.
Abraço de saudade de alguém que chega e traz a nossos corações o calor da pessoa querida que um dia se ausentou. O abraço triste de quem parte, o abraço triste de quem fica, tentando deixar ali um elo que não se deseja quebrar. Jóia forte, tesouro incalculável.
Muitos abraços ficam ardendo em nosso peito, permitindo que desfrutemos da presença de alguém muito amado que se ausenta. Abraço derradeiro, despedida dolorosa, mas ainda assim, o tesouro do abraço.
Abraça-se o futuro com garra e determinação. O mundo que ainda não se conhece, mas alguém quer dispensar? E como abraçar o que há de vir? Abraçando a vida, que se faz presente a cada momento. Vida cheia de surpresas, plena de luz. Abraça-se a esperança de se sentir amado. Finalmente abraça-se a Deus, o primeiro e último abraço. O mais forte e sublime. Onde começamos em projeto e onde nos completamos, felizes e plenos.

Simplesmente saudades

Escrevo esta postagem, sem saber exatamente por onde começar. Vou explicar melhor. Minhas palavras não vêm de meus pensamentos, mas de meu coração.

Passei alguns dia com minha irmã Vânia. E quando volto, sempre o faço com  meu coração apertado, um vazio e uma divisão enorme de minha vontade.

Sinto falta de nossa convivência, embora estejamos sempre ligadas pela Internet, meio que tornou nossa distância mais amena. Sinto falta do seu modo de ser, da brandura de seu olhar, de seu jeito sempre carinhoso de tratar as pessoas, de sue acolhimento.

Leio seus textos, sempre confirmando a veracidade de nossa relação, o amor que tem ao mundo e as pessoas, sua presença que nunca me faltou nos momentos que precisei.

Te amo, minha mana, por tudo que é e por tudo que representa para mim.

Beijo grande.

Cris

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Outubro de 2009 - aniversário de Vânia e lançamento do livro Aquarela em Poesia

Era ainda pequena, quando Vânia, minha irmã e muito jovem saiu do Rio de Janeiro. Fixou residência em Brasília. Posso lembrar e sentir o abraço apertado, que buscava manter viva a presença de uma na vida de outra. E depois o vazio. Algo insuportável, que me machucava e me fazia pedir a Deus que o tempo passasse logo e que pudéssemos estar juntas novamente.

São lembranças de minha infância, que me trazem uma certa amargura misturada com a alegria de saber que a distância não diminuiu nosso afeto, nossa partilha, nosso amor fraterno.

Ultimamente, todo mês de outubro, faço uma visita à Vânia, Paulo, minhas sobrinhas. E é tão bom, que quando retorno, sinto o antigo vazio a me castigar o coração. E só os dias vão suavizando esta sensação, com a certeza da presença de todos eles em minha vida, longe ou perto fisicamente, mas com um elo que nunca se acabará. Com eles sinto-me amparada, amada, segura. Parece-me que estou visitando a casa de meus pais, tal o acolhimento que encontro.

Este mês de outubro de 2009 teve um gostinho especial. Além do aniversário, Vânia lançou, junto com a amiga Vania Serra, um livro em que demonstram a delicadeza da amizade de ambas, que, tal como aconteceu comigo, a distância não conseguiu diminuir.
Não poderia descrever exatamente a alegria e o orgulho de vê-las trocando palavras que apresentavam uma à outra e ambas ao público presente. Vania Serra também é dessas pessoas que cativam por sua suavidade e simplicidade, e de quem me considero agora amiga também.

Elas não lançaram simplesmente um livro. Elas prepararam um espetáculo imperdível, uma demonstração de arte e beleza. O auditório da Livraria Cultura estava repleto e também fazia sua parte, no encantamento com que participava deste evento.

Minha irmã convidou-me para ser 'mestre de cerimônia', papel que desempenhei com muita emoção. O Coral Alegria abrilhantou tudo, com músicas primorosamente escolhidas e executadas com a arte que só quem já o assistiu poderia entender. O poeta Gustavo Dourado declamou o Cordel, dedicado para a ocasião.

Após o evento, 'Vanias' autografaram os livros que os leitores, entusiasticamente lhe apresentavam, entre abraços, fotos e muita alegria.

Este ano saí de Brasília com o mesmo vazio e ao mesmo tempo plena. Havia uma mistura de saudade e alegria de ter participado deste momento de minha irmã. E com a certeza ainda maior que, para almas que se compreendem e amam, não existe distância.

Finalizo dizendo a vocês, minha família em Brasília, que os amo muito  e que posso afirmar que a vida não seria igual sem vocês em meu coração.
Com todo amor e carinho,

Cristina Arraes 

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

aniversário de meu filho Thiago

Para uma mãe, é sempre dia de alegria, celebrar o dia do aniversário do filho.

Cristina Arraes

Vejam no meu site o poema que fiz em homenagem a ele:


Thiago - 2 de outubro

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Corações Unidos






Da solidão à minha volta,

Rostos nem sempre afáveis,

Situações por vezes delicadas,

E eu a contornar cada pedra.



Mas tenho no meu caminho ,

Gente que é gente,

Que traz para meu coração,

A sensação desejada.



Nada é constante,

Muito menos o dia a dia,

Das horas monótonas,

Dos dias vazios.




Contudo o coração cheio,

Emoções que dele depreendem,

A me consolar, a me envolver,

Numa certeza única e central.



Meu coração que tem hóspede,

Divino e amoroso

Que traz aos meus temores,

O alento que preciso.



E são instrumentos de Deus,

Vozes muito amadas,

Corações que nunca tiveram,

Longe de minha existência.

sábado, 5 de setembro de 2009

Brasil

Do verde de suas matas,
Vejo a presença do criador,
Num país em que as diferenças
Espalham-se por toda sua extensão.
É bonito ver o amarelo,
Tremular em sua bandeira,
Qual sol a raiar na madrugada,
Que nasce para cada brasileiro.
O céu azul não pode negar,
A beleza do dia neste país,
Os olhos que a ele dirigem sonhos,
Que adormecem enquanto não realizados.
Desejo ver entre todos nós,
A paz tão almejada
E representada pelo branco,
Nas cores que representam o Brasil.
E agora não posso deixar de externar
Sonhos para minha terra amada,
Aquela que aprendi a amar,
Desde os meus primeiros anos.
Que todos tenham um lar,
Que a  educação seja um bem comum,
Que este espaço tão querido,
Seja justamente dividido.
Suas riquezas devem suprir,
As carências dos filhos da terra,
Ninguém sem alimento e teto,
Todos com sonhos no coração.
Oportunidade para todos,
E que cada um consiga viver,
Da essência de sua alma,
Que também é brasileira.
E então um grito nascerá,
Do coração deste povo,
De amor e orgulho:
Brasil dos brasileiros!
Cristina Arraes

Fale com o autor:

terça-feira, 1 de setembro de 2009

As mesmas sensações - Cristina Arraes Moreira

Mana!!!! Vc está muito inspirada. Não que não seja sempre, mas sinto-a com o coração vibrante.


Também senti hoje os ares de setembro. Sabe o que lembrei? Quando os meninos eram pequenos e eu saía com eles. O sol lindo e suave de setembro enchendo de alegria nossos dias. Gosto muito desta época. Quando o sol começa a nos presentear com a natureza em festa.

E quem disse que corações unidos não pensam juntos, não sentem juntos, não se inspirma juntos. Hoje tivemos a mesma sensação.

Que bom! A força do sangue, a força do amor, a força da fraternidade nos induz a ter as mesmas experiências, como nos velhos tempos.


PS: Resolvi colocar verde para ilustrar a estação do ano e tornar nosso blog mais colorido!!! E olha que a primavera nem chegou ainda!!!

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Obrigada, mana

Desde criança me acostumei a contar com ela. Para mim, sempre foi uma figura de referência, procurando-a nos momentos de aflição e de alegria.

Quem é ela? Minha irmã e patronesse Vânia Moreira Diniz.

Mais uma vez, conto com seu carinho ao introduzir mudanças na minha vida de escritora. Depois de muitas reflexões, resolvi assinar, como escritora, Cristina Arraes Moreira, nome que me deram meus pais ao nascer. Resgato assim minha herança literária. Foi na casa paterna que conheci as primeiras letras, fui incentivada no gosto por escrever e ler.

Agora, só posso declarar publicamente que sei que foi o amor entre irmãs, que fez Vânia fazer tão rapidamente e de modo tão carinhoso as modificações. Sei que foram horas e horas de trabalho.

Obrigada, mana, te amo muito.

Beijos

Cristina Arraes Moreira

segunda-feira, 27 de julho de 2009

A presença de vocês é importante!


Da saudade de tua paz,
Da harmonia de nossos corações,
Construí a certeza
E a força de continuar,
Muitas vezes, entusiasmada
Outras coisas, sem muita vontade,
Mas sempre com a coragem
Que me ensinaram
Nos dias que estive com vocês.

Cristina Arraes

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Onde está você?

Cristina Arraes

Eu te busco
Nas sombras do passado
E lembro
De toda a parceria
Atravesso o presente,
Rompo as barreiras
Do futuro
E não mais te encontro,
Volto ao momento,
Onde vivo a saudade
Do que foi,
Mas foste para longe,
Ou teria sido
Uma grande ilusão
Tua presença
Em meus caminhos?

sábado, 30 de maio de 2009

30 de maio


30 de maio... Jamais poderia deixar de escrever neste dia. Lembrar minha mãe, que não sai de meu pensamento, que não sai do meu coração. É como um cordão, um fio de ouro, do mais puro e resistente, que me liga a você, minha mãe!

Não desejo aqui, fazer uma postagem mórbida e nem deixar que meu vazio se alastre a outros corações. Ao contrário, quero cantar o amor, a saudade que me faz reviver uma relação inigualável.

Quero lembrar, jamais esquecer. Quero sonhar com você e poder assim ter contato, alma com alma, numa simbiose que só existe no amor entre mãe e filha.

Quero recordar fatos, os mais simples porque são aqueles que mais marcam e mais nos transformam.

Minha mãe, quero lembrar, a lembrança mais remota, vamos lá:

Você, os cabelos muito negros e muito compridos eu penteando, não como um trato mas como um carinho, uma forma de dizer: eu te amo!

Lembra quando descobri que não existia Papai Noel? Eu lhe perguntei e você respondeu: O que você acha, minha filha? Entendi naquele momento que ele não existia, não como pessoa, mas como um espírito que paira entre as crianças inocentes e entre os pais desejosos de fazer de nossa vida, uma dádiva.

Os passeios por Copacabana, os lanches partilhados, a velha casa que me remete aos primeiros anos de minha vida. O apartamento, depois, onde vivi toda minha adolescência e minha juventude. Cada canto daquele é marcado, gravado, revivido. Posso tocar, fechar meus olhos e entrar em cada cômodo e lhe ver, transitando e cuidando de cada um de nós.

Um dia, já em minha casa, resolvi arrumar meus cds. Você estava aqui e como conversamos, sobre cada música, sobre os gostos de cada pessoa de nossa família. Chego a tocar em suas mãos, trocando cds e comentários.

A carne de sol... que me enche o paladar neste momento.... O picadinho, que só você sabia fazer... Você nem gostava muito de cozinha, ficava meio zangada quando tinha que assumir o preparo das refeições.... Mas que saía bom, isto saía! Nesse ponto, acho que puxei a você, risos... Também não sou muito chegada.... Ah, não poderia esquecer o doce de banana em roelas, nunca mais comi!

E as lojas que visitávamos, sem cessar? Como era bom aquele passeio. Fica aqui um gosto das saudade.Depois vieram os shoppings e não posso entrar num, sem lembrar de você, sem sentir um vazio. É como se eles tivessem perdido o brilho, uma luz que se apagou, mas que está acesa em meu coração.

E como nem tudo são flores, houveram muitas discussões, não poderia ser de outra forma, num relacionamento entre pessoas. Até disso, sinto saudade! Porque tinha a certeza de um amor, às vezes até meio incompreendido, em certos momentos, mas que nunca faltou.

Quando comecei a escrever e lia meus textos, às vezes até por telefone e você pacientemente me ouvindo, me apoiando, me incentivando. Sentia o orgulho em sua voz, aquele mesmo que sentiu quando entrei para a faculdade, quando comecei a trabalhar... Lembro que uma vez, tentei aprender a costurar. Foi um fiasco! E você dizia para mim: "Impossível você não aprender, você aprendeu estatística!"

Quando ficava triste e chorava, você dizia;"Chore não, minha filha". Hoje esta frase, com a mesma ternura me consola nos momentos de maior tristeza e de que necessito de um ombro para me aconchegar.

Aquele período que você passou comigo, aqui em casa.... Como era bom chegar e lhe encontrar na cadeira de balanço! Aquele canto tem sua marca, sua presença até hoje.

Mas você se foi, deixando-me num mundo que não mais tem sua presença. Ou será que tem? Será que você está por aqui, me ouvindo, me entendendo?

Por fim, mãe, rezo uma prece a Deus, para que semprelhe dê Sua proteção e Sua presença. Que você esteja feliz e que de onde você está, fale para mim: "Chore não minha filha."

Beijos mamãe, saudades, muitas saudades!!!

Sua filha Cristina.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Minha mana


Existem pedras...
Muitas pedras....

Mas há também aquela comunicação
Que me faz receber uma ligação sua
Quando preciso de sua palavra.

Almas que se amam
Corações em diálogo
Unidade.

Quando você foi para longe
E eu ainda pequena fiquei
Achei que tinha perdido
O colo que me acalentava

Mas o tempo foi passando
E vi que o temor da infância
Não era mais que medo infundado

Estamos aqui cada vez mais unidas
O que perdi, você perdeu
quem perdi, você perdeu

E ficamos nós a contar
As dores e unir as lágrimas
Os projetos que nunca foram poucos
Sonhos que vêm de dentro do coraçao.

Todo meu carinho, Cris.

domingo, 10 de maio de 2009

Mãe, que saudades!!!





Mãe, hoje é dia das mães. Que saudade! Confesso que só avaliei o tamanho real desta relação quando você se foi. Estou sendo abslutamente sincera.

Quantas coisas você me deixou. Que estão dentro do meu ser e que jamais sairão. Tenho você dentro de mim. E como tenho completa fé em Deus, sei que você está me escutando.

Tento me lembrar da mais remota imagem. Você, com seus cabelos compridos e eu os penteando. Acho que esta é a mais antiga. Depois os acontecimentos foram se sucedendo. Recordo que, quando atrasavam para me buscar no colégio, tinha medo de você ter me abandonado.

E aqueles passeios em Copacabana! Principalmente quando você ia me buscar no colégio, que bom que era! E os almoços, sempre com muita algazarra.Que sensação gostosa, como se não houvesse outro lugar no mundo mais aconhegante e mais cheio de gritos infantis e alegrias.

Dá neste momento um pouquinho de tristeza. Queria poder lhe falar. Dizer que te amo e que dividi com você coisas que jamais dividirei com ninguém.

Mas você me deixou um tesouro, meus irmãos. Temos saído muito, compartilhado tantas coisas! Você me deixou a Vânia e o Paulo. A casa deles é como se fosse a nossa. Sinto-me aconchegada, acarinhada, protegida.

Mãe, perdemos alguém, você sabe e lamento demais por isso. Sinto saudades mas a distância, neste caso, é a melhor forma de amor.Sabe, para não aumentar as coisas, Mas a amo mesmo assim.

Hoje sou uma mãe, em que, em muitas coisas, sigo seus ensinamentos. Aprendi a suavidade, a tolerância com o sofrimento que tive ao me separar de você.

Mãe, desculpe as lágrimas que jorram muito mais no meu coração do que de meus olhos. Mas isto vou ter que agüentar. Anseio por sonhos, que você esteja e que possa me dizer alguma coisa, pequena que seja.

Saudades mamãe, muitas saudades! Amo você e ninguém vai tomar seu lugar em meu coração.

Saudades, muitas saudades! Feliz dias das mães!

Cristina Arraes

segunda-feira, 16 de março de 2009

Projeto de Vida

Cristina Arraes


Há que se imprimir um certo risco à vida,
Sonhar, mas não deixar de agir,
Pensar e alimentar os projetos.
Preciso partir,
De mim mesma,
Chegar mais perto, bem mais perto.
Cantar a alegria do amanhã,
Fazer acontecer.

Ousar..
Praticar a fé.
Olhar para Deus.
E amar,
O amor mais eterno,
Que alimenta a alma,
E me faz viver.

domingo, 15 de março de 2009

Duplix: Sonho pela saudade


Lua, tão branca, // Sol meu companheiro,
Ilumina meu viver, // Todo brilhante me aquece,
Sonho distante. // como o corpo de quem amei.

Cristina Arraesi // Vânia Moreira Diniz

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Em casa

Olá Mana! Quanto tempo não escrevemos aqui! Mas hoje, não sei porque, atraiu-me a possibilidade de estar em nosso espaço comum. Nos momentos de melancolia, é bom estar aqui. Nos momentos de alegria também. Bom ter você em minha vida. Bom ser sua irmã. Saudades!

Cris